Cesar Souza, Presidente da Empreenda e um dos mais instigantes pensadores brasileiros sobre gestão e negócios.

1) Se as grandes empresas não se reinventarem irão extinguir, a tecnologia devolve a cada pessoa, o poder de ser o dono de seu próprio meio de produção, com produtos cada vez menos tangíveis. Os cliente valorizam mais a experiência do que a posse do produto, a distribuição está globalizada, ou seja, há um modelo muito mais fragmentado. Isso leva a ampliação da atitude empreendedora do indivíduo, diminuindo o peso da “carreira profissional tradicional” em empresas. No futuro, os melhores talentos buscarão alternativas diferentes do tradicional modelo “empregado” e mais focadas em soluções individualizadas. As empresas precisarão pensar em soluções disruptivas para seus próprios negócios.

2) A expectativa de propriedade dá lugar a expectativa de acesso à experiência. Com isso, é inevitável que aconteçam cicatrizes. É a primeira vez que os jovens estão experimentando uma crise e é muito importante que os aprendizados sejam valorizados. Os modelos de gestão estão se transformando, deixando a forma de gestão coletiva e hierárquica para uma gestão mais interativa. Devemos estar atentos aos desafios que temos em priorizar o acesso a experiência e não mais apenas aos produtos e serviços.

3) A devolução do comando vem para quem é capaz de realizar. A descentralização do poder é uma espécie de retorno a realidade do artesão com soluções singulares, potencializado pelas novas arquiteturas tecnológicas. Esse espaço acontecerá em duas variáveis que se combinam. A primeira será a tecnologia que pode gerar escalas, marketing e análises mais precisas do comportamento do consumidor e a segunda é a mentalidade de proposição de valor, validando cada ideia com o consumidor, buscando solucionar os problemas reais do consumidor.

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